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7 de Junho de 2020

Joaquim Levy e as bilionárias desonerações da MP 656/2014

Publicado por Sales Sousa
há 5 anos

Joaquim Levy, futuro ministro da Fazenda, fez duras críticas à atual política econômica conduzida pela presidente Dilma Rousseff, em recente entrevista publicada na internet.

http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2014/12/29/levy-critica-tesouro-assumiu-responsabilidades-desproporcionais/

Chama a atenção na entrevista de Levy o paralelo que faz entre a situação atual do Brasil e o estado da economia dos EUA em 2008, quando eclodiu uma forte crise mundial.

Segundo ele, a crise financeira-bancária que eclodiu nos EUA, em 2008, foi decorrência da decisão do “governo Bush de sustentação do crescimento baseada em desonerações tributárias e expansão do crédito garantida pelo Tesouro americano”. E também porque George W. Bush “fechou os olhos ao aumento de alavancagem geral para manter o desemprego baixo”. Conclui Levy: “O coquetel se completava com o corte de impostos para agradar parcelas chaves do eleitorado e algum protecionismo”.

Guardadas algumas proporções, os erros de George W. Bush foram em grande parte repetidos no Brasil nos últimos anos pela política econômica adotada por Dilma Rousseff.

O mais recente fato, que comprova a repetição desses erros, é a aprovação da Medida Provisória 656/2014, uma 'colcha de retalhos' tributária, que prevê, dentre outras coisas: um novo modelo de tributação para o setor de bebidas; a renegociação das dívidas dos clubes de futebol (aproximadamente R$ 3,7 bilhões), sem qualquer contrapartida de melhoria de gestão e de transparência: novos procedimentos burocráticos em favor de cartórios, como a exigência de mais uma certidão para a lavratura do contrato de compra e venda de imóveis; mudanças no setor elétrico; desoneração da folha de pagamentos para diversos setores, como audiovisual, balas e chocolates, café solúvel, serraria e madeira e material gráfico - uma renúncia de cerca de R$ 4,5 bilhões.

Para nós, resta esperar para ver se prevalecerá o bom senso do futuro ministro ou os interesses econômicos e políticos.

42 Comentários

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A minha esperança está no bom senso do ministro Joaquim Levy.Que ele intervenha e consiga vetar toda essa 'colcha de retalhos', tão prejudicial á nossa economia. continuar lendo

Amigo, seu comentário denota ingenuidade... O ministro da fazenda apenas faz o que o presidente da federação ordenar, teoricamente ele teria algum poder, haja vista, na prática não é bem assim... continuar lendo

Juvenal esse seu "haja vista" não está sendo utilizado corretamente. Se quer falar de modo "chique", antes aprenda a utilizar corretamente os termos rebuscados. Senão ficarás como ficastes, com cara de tolo.
Uma construção adequada poderia ser assim: "teoricamente ele teria algum poder, CONQUANTO, na prática não é bem assim..."
Viu? Poderias ter utilizado uma palavra inusual e não ser alvo de chacota continuar lendo

Dilma adota medidas que reduzem direitos do povo brasileiro, restringindo o abono salarial, o seguro-desemprego, a pensão por morte e o auxilio-doença

.Ao mesmo tempo , é aprovada a Medida Provisória 656/2014, beneficiando clubes de futebol , cartórios, setor elétrico, ...

Quanta injustiça! continuar lendo

Voce esqueceu do aumento dos salários em todos os níveis. continuar lendo

Maria do Carmo, acho o seu comentário pertinente e inteligente.

Some-se, os aumentos dos deputados, senadores e demais "esforçados" brasileiros que merecem "sobre os demais", granjear os polpudos e vergonhosos "aumentos em causa própria".

Também, poderia ser, citado que o governo distorce os recolhimento dos INSS, destinados à amparar os aposentados e, incluir despesas de aposentadoria de políticos, saúde pública e despesas sociais, todas obrigações do governo com suas "minguadas" arrecadações de impostos.

Se for computados, somente os "super-mega-ultra-hiper-faturamentos" das obras públicas, como dessas quaisquer que sejam por aí, já desaparecia o "deficit da previdência" e ainda sobraria muita verba paara a saúde pública.

Ufa! Que "nojo" de nossa política e da maioria de seus personagens. continuar lendo

A MP original não tinha este texto dos clubes. Foi alterado pela bancada da bola no Congresso

http://oglobo.globo.com/esportes/senado-aprova-mp-656-que-preve-anistia-aos-clubes-14863968

Senado aprova MP 656 que prevê anistia aos clubes
Mas senador Jucá avisou que Palácio do Planalto pretende vetar o artigo que beneficia os times de futebol

http://esportes.terra.com.br/futebol/veto-ou-contrapartidas-governo-age-contra-anistiaaclubes,f75fcff08976a410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

Os deputados Jovair Arantes (PTB-GO), ex-dirigente do Atlético-GO e conselheiro do clube, e Vicente Cândido (PT-SP), sócio de Marco Polo del Nero em um escritório de advocacia e um dos vice-presidentes da Federação Paulista de Futebol, foram os mentores da inclusão da emenda no texto final. continuar lendo

acrescente-se que a tributação sobre grandes fortunas também merecem ser objeto de mudanças porque o pobre tem imposto retido na fonte entre outros que paga, e o rico sonega, aliás, sabe-se muito bem que classes sociais dão o famoso "jeitinho" para não pagar tributos. É meu desabafo. continuar lendo

É tão difícil para a "Presidenta" entender que deve gastar menos é melhor, e não arrecadar mais? continuar lendo

É justamente o que pretende tais medidas ora adotadas. Agora, se com essas pequenas mudanças já ocorre uma chiadeira, imagina se tomar outras medidas de controle de gastos inúteis mas que beneficiam grupos corporativistas fortes, como advogados, OAB, deputados, publicidade na grande mídia, universidades grátis pra que não precisa, tribunais de contas estaduais inúteis, mordomias em todos os níveis de governos dos três poderes, etc. continuar lendo